A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o faccionado identificado pelas iniciais A.A.S.N., apontado como braço direito do principal alvo da Operação Imperium. A ação também resultou na apreensão de dois veículos de alto valor, sendo uma BMW ligada ao grupo criminoso e uma caminhonete Chevrolet S-10, utilizada pelo investigado no estado fluminense.
Deflagrada na terça-feira (10), a operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com foco na asfixia financeira de um dos núcleos de facção criminosa atuante na região sul de Mato Grosso.
A prisão foi realizada em ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, dentro de uma parceria institucional que já resultou em diversas prisões.
O investigado foi localizado enquanto estava em um momento de lazer, em uma conveniência em frente à praia do Recreio. No local, os policiais efetuaram a prisão e apreenderam a caminhonete S-10, que, segundo as investigações, teria sido adquirida com recursos provenientes de atividades criminosas.
Operador financeiro da facção
Conforme apurado, A.A.S.N. era responsável por intermediar valores entre integrantes da facção e a liderança do grupo, exercendo função semelhante à de um contador e prestador de contas, ligado diretamente ao líder identificado como G.R.S., conhecido como “Vovozona”.
Outra atribuição do investigado seria a aquisição e o transporte de veículos de luxo para o Rio de Janeiro, onde seriam utilizados pelo líder da organização criminosa. Durante as investigações, foi identificado que a BMW apreendida circulava na capital fluminense e estava registrada em nome de uma empresa cuja sócia-proprietária é apontada como operadora financeira da facção, presa anteriormente no estado do Paraná.
O suspeito possui condenação por tráfico de drogas e mantém registro de uma empresa em Lucas do Rio Verde, que, segundo as investigações, não possui existência física.
Lavagem de dinheiro e documentos falsos
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Marlon Luz, os elementos reunidos indicam a prática estruturada e contínua de crimes como lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos, utilizados para dar aparência lícita aos bens adquiridos pela facção.
“A prisão do braço direito do líder e a apreensão de bens atendem diretamente ao foco da operação, que é atacar o poder financeiro do grupo criminoso, seja assegurando o bem para evitar perecimento e dilapidação, seja bloqueando valores em contas, enfraquecendo a sua atuação”, destacou o delegado.
A Operação Imperium segue em andamento para identificar outros envolvidos e ampliar o bloqueio de ativos ligados à organização criminosa.





































