A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou os resultados do primeiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado entre os dias 26 e 30 de janeiro. O estudo aponta cenário de alerta e reforça a necessidade de intensificação das medidas preventivas contra o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.
Foram inspecionados 11.271 imóveis distribuídos em 27 estratos do município. O Índice de Infestação Predial (IIP) geral foi de 5,5, considerado elevado. Do total de áreas analisadas, 19 apresentaram índice alto e 8 índice intermediário. Nenhuma região foi classificada como de baixo risco.
Os maiores índices foram registrados no Distrito Oeste (Estrato 20), com IIP de 15,6, e no Distrito Norte, nos Estratos 26 e 21, com índices de 9,2 e 9,0, respectivamente. Entre os principais criadouros identificados estão depósitos ao nível do solo, como caixas d’água e barris (40,5%), lixo descartado irregularmente (23,1%) e recipientes móveis, como vasos e pratos de plantas (22,1%).
De acordo com o Boletim Epidemiológico da 6ª Semana de 2026, foram registrados 16 novos casos de dengue no período, sem notificações de chikungunya ou zika. Em comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 87,4% nos casos de dengue e de 99,3% nos de chikungunya. No acumulado do ano, o município contabiliza 77 casos confirmados de dengue, 31 de chikungunya e nenhum de zika.
A Secretaria Municipal de Saúde atribui a queda nos casos às ações contínuas de vigilância e prevenção, mas alerta que o cenário ainda exige atenção permanente. Como reforço no combate ao mosquito, o município passou a utilizar o larvicida biológico BTI (Bacillus thuringiensis israelensis), aplicado em depósitos fixos de água. O produto substitui as pastilhas químicas anteriormente utilizadas e é considerado seguro para consumo humano e ambientalmente adequado.
A população é orientada a permitir a entrada dos agentes de combate a endemias, garantir acesso aos quintais e manter cuidados diários para evitar o acúmulo de água parada. A Prefeitura destaca que o enfrentamento ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada e deve ser contínua.




































