O padre Nazareno Lanciotti será beatificado no próximo dia 13 de junho, na cidade de Jauru, a 405 quilômetros de Cuiabá. A celebração ocorrerá na mesma região onde o religioso viveu por três décadas e foi assassinado, em 2001.
A cerimônia será presidida pelo cardeal Marcello Semeraro, enviado do Vaticano e representante do Papa Leão XIV. A beatificação é a etapa que antecede a canonização e reconhece oficialmente as virtudes do religioso, permitindo que ele seja venerado como beato pela Igreja Católica.
Em casos comuns, é necessário o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão do candidato. No entanto, a exigência é dispensada quando há comprovação de martírio — condição reconhecida no processo de Nazareno Lanciotti.
Natural de Roma, o sacerdote chegou a Jauru em 1971, onde iniciou seu trabalho missionário marcado pela adoração eucarística e pela devoção mariana. Ao longo dos anos, foi responsável pela construção de um abrigo para idosos, uma escola e um seminário, além da implantação de 57 comunidades eclesiais rurais.
Segundo material divulgado pela Diocese de São Luiz de Cáceres, o padre dedicou-se intensamente às populações mais pobres e combateu práticas ilícitas como o tráfico de drogas e a exploração da prostituição, especialmente na região de fronteira com a Bolívia.
Em 11 de fevereiro de 2001, enquanto jantava, foi alvo de um atentado a tiros cometido por dois homens encapuzados. Onze dias depois, em 22 de fevereiro, morreu aos 61 anos em decorrência dos ferimentos.
Para a Diocese, a beatificação representa um marco histórico e espiritual para a Igreja local e para o Estado de Mato Grosso, ao reconhecer oficialmente o martírio vivido na região.
Com a beatificação, tem início uma nova fase do processo. Para que Nazareno Lanciotti seja proclamado santo, a Igreja ainda deverá reconhecer dois milagres atribuídos à sua intercessão.





































