Uma mulher de 29 anos acionou a polícia após ser agredida pelo padrasto, de 45 anos, durante uma discussão familiar dentro de uma residência no bairro Daury Riva, em Sinop, na madrugada deste domingo (15).
De acordo com informações registradas pela Polícia Militar de Mato Grosso, a vítima relatou que o suspeito iniciou as agressões físicas após um desentendimento dentro da casa.
Segundo o depoimento da mulher aos policiais, o agressor a enforcou duas vezes durante a discussão e, em seguida, jogou um balde de água em seu rosto.
Ainda conforme a vítima, o homem fez diversas ameaças, afirmando que pisaria em seu pescoço.
A jovem também contou aos policiais que episódios de violência dentro da residência seriam frequentes e que sua mãe já teria sido agredida anteriormente pelo companheiro, embora os casos nunca tenham sido registrados oficialmente.
Quando a equipe policial chegou ao endereço, os envolvidos estavam exaltados e a mãe da vítima inicialmente se recusou a abrir o portão da casa. Após insistência dos militares, a própria vítima conseguiu abrir o acesso e permitir a entrada da guarnição.
Os policiais deram voz de prisão ao suspeito, que reagiu de forma agressiva e desobedeceu repetidamente às ordens da equipe. Para conter o homem, os militares utilizaram técnicas de imobilização e spray de pimenta.
Durante a abordagem, o suspeito ainda desacatou os policiais com ofensas, afirmando que não seria levado à delegacia.
Ainda segundo a ocorrência, a esposa do suspeito também tentou impedir a condução do marido, sendo necessário contê-la. Ambos apresentaram escoriações relacionadas à resistência durante a ação policial.
O homem apresentou lesões nas mãos, braços, pernas, tornozelo, joelho, pescoço e costas. Já a mulher, de 48 anos, teve ferimentos nos braços, cotovelos, joelhos, pernas e costas.
Todos os envolvidos foram encaminhados à delegacia da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso em Sinop.
A ocorrência foi registrada pelos crimes de lesão corporal, ameaça, resistência, desobediência e desacato. A Polícia Civil deve investigar o caso e avaliar a possibilidade de medidas protetivas em favor da vítima.





































