A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Cáceres confirmou, na manhã desta terça-feira (24), a identidade do homem encontrado morto nas proximidades do Cemitério do Bairro Junco. Trata-se de João Vitor Oliveira do Nascimento, de 18 anos. O jovem estava desaparecido desde o dia 16 de março.
A identificação só foi possível graças a um procedimento pericial de alta complexidade conhecido como recuperação de luva dérmica. Devido ao avançado estado de decomposição do corpo, as técnicas tradicionais de coleta de impressões digitais eram inviáveis.
De acordo com os peritos, a técnica consiste em recuperar a camada superficial da pele da mão (a “luva dérmica”) que se desprende do corpo em casos de putrefação. O profissional de papiloscopia “veste” essa membrana sobre a própria luva para realizar a coleta das digitais.
O resultado foi uma identificação papiloscópica perfeita, permitindo cruzar os dados com o arquivo estadual e confirmar o nome da vítima com 100% de segurança jurídica.
Com o nome de João Vitor confirmado, a Polícia Civil agora concentra os trabalhos em reconstruir os últimos passos da vítima e identificar possíveis causas da morte ou suspeitos, caso o exame de necropsia aponte sinais de violência. O corpo permanece no IML para os exames complementares antes de ser liberado para a família.
O que é a Técnica de Luva Dérmica?
Quando é usada: Em corpos em estado de decomposição ou submersos por muito tempo.
Como funciona: A epiderme se solta da derme. O perito recupera essa pele e a utiliza para obter o desenho das cristas papilares.
Vantagem: Permite a identificação sem a necessidade de exames de DNA, que são mais caros e demorados.




































