A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (30), a quinta fase da “Operação Eclipse”, que investigou um esquema de lavagem de dinheiro operado por uma facção criminosa com atuação em Água Boa, Rondonópolis e Barra do Garças.
O grupo criminoso utilizava a fachada de uma empresa chamada “Vale Crédito” para mascarar agiotagem e movimentações financeiras ilícitas. A investigação revelou que o serviço era voltado a comerciantes, mas funcionava como um mecanismo para dissimular recursos, especialmente provenientes do tráfico de drogas, dificultando o rastreamento dos valores.
Na operação, 18 ordens judiciais foram cumpridas:
7 mandados de busca e apreensão
7 prisões preventivas
2 bloqueios de contas bancárias
2 sequestros de bens
Ao todo, seis pessoas foram presas, incluindo um assessor de vereador, e os policiais apreenderam dinheiro em espécie, anotações financeiras, celulares e outros dispositivos que auxiliarão nas investigações.
Segundo a Polícia Civil, o objetivo da ação é desarticular a parte financeira da facção, considerada central para a manutenção das atividades criminosas. Cerca de 60 policiais civis participaram da operação, com apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e do Ciopaer.
O esquema clandestino funcionava de forma estruturada, com divisão de funções em diferentes cidades, cobrando juros usurários e movimentando valores por contas de terceiros para dar aparência de legalidade aos recursos.





































