Uma casa tradicional do povo Enawenê-nawê, em Juína (a 745 km de Cuiabá), foi parcialmente destruída por um incêndio no início da tarde deste domingo (26). A comunidade indígena, que abriga cerca de 1.700 pessoas, conseguiu controlar o fogo antes que ele atingisse outras residências.
Durante o combate às chamas, uma mulher sofreu queimaduras na mão enquanto ajudava a conter o incêndio, que se espalhou rapidamente pela estrutura de palha e madeira.
De acordo com a Operação Amazônia Nativa (OPAN), organização indigenista que apoia as comunidades tradicionais da região, somente parte da casa foi queimada, e o fogo foi controlado com sucesso pelos próprios moradores.
O influenciador indígena Manax Enawenê, morador da aldeia, afirmou que a causa do incêndio ainda é desconhecida, mas há suspeita de ação intencional.
“Foi desesperador, porque o fogo se alastrou rápido e não havia bombeiros por perto. Fizemos o que estava ao nosso alcance”, relatou Manax.
Sem o apoio do Corpo de Bombeiros cuja unidade mais próxima fica a mais de 140 km, em Vilhena (RO), e a 180 km, em Juína , os próprios indígenas formaram uma corrente humana, usando galões e baldes de água para apagar o fogo.
Após o esforço coletivo, o incêndio foi controlado, evitando danos maiores. A comunidade agora pede apoio das autoridades para investigar as causas do fogo e reforçar a segurança das construções tradicionais, que são altamente vulneráveis às chamas.
O episódio expõe a falta de infraestrutura e de serviços de emergência nas aldeias indígenas em regiões isoladas, aumentando os riscos em casos de acidentes ou desastres.




































