O homem de 59 anos, que havia sido resgatado na noite de domingo (26) após passar mais de 14 horas sobre uma caixa d’água de um supermercado, voltou a colocar a própria vida em risco na manhã desta terça-feira (28), em Várzea Grande. Desta vez, ele subiu em uma estrutura em obras do Pronto-Socorro municipal e acabou se jogando do local.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Samu e Guarda Municipal foram acionadas imediatamente e continuam no local prestando atendimento de emergência. Segundo informações preliminares, o homem está consciente e recebendo cuidados médicos dentro do próprio pronto-socorro. O estado de saúde ainda não foi oficialmente divulgado pelas autoridades.
Entenda o caso anterior
Na madrugada de domingo (26), por volta das 4h30, o homem havia subido em uma estrutura metálica de um supermercado e passou a ameaçar tirar a própria vida. O Corpo de Bombeiros foi acionado e iniciou um longo trabalho de negociação, com o apoio da Guarda Municipal e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Durante todo o dia, as equipes se revezaram nas tentativas de convencê-lo a descer, enfrentando momentos de tensão, já que o homem alternava entre calmaria e crises emocionais. Familiares informaram que ele faz uso de medicação controlada para depressão e que está separado da ex-esposa desde 2013. Ainda segundo as filhas, há uma medida protetiva em vigor solicitada pela ex-companheira, e ele teria tentado uma reaproximação recentemente.
A situação chamou a atenção de moradores da região, que acompanharam o trabalho de resgate à distância. O Corpo de Bombeiros chegou a instalar redes de segurança ao redor da torre para evitar uma queda. Em um momento que emocionou quem estava presente, um morador se ajoelhou e ergueu um cartaz pedindo que o homem desistisse da tentativa.
Após horas de negociação, os bombeiros conseguiram imobilizá-lo e retirá-lo em segurança, encaminhando-o para atendimento médico. Entretanto, menos de 48 horas depois, ele voltou a tentar tirar a própria vida, desta vez dentro de uma unidade hospitalar.
As autoridades devem apurar se houve falha no acompanhamento psicológico e social do paciente após o primeiro episódio.



































